ser criativa

COMO SER CRIATIVA EM MEUS TRABALHOS DE BORDADO?

Se você ainda não leu o texto “CRIATIVIDADE É PENSAR FORA DA CAIXA”,

leia agora antes desse :)

Quando nos encantamos com o trabalho de outra bordadeira, pode ser que seja por que ela executou com maestria aquele bordado: os pontos estão impecáveis. Mas também pode ser que o que nos encante seja a maneira como ela combinou as cores das linhas e do tecido, o risco escolhido, a maneira de dispor o risco no tecido, ou um acabamento diferente que ainda não tínhamos visto: muitas vezes o que admiramos é a criatividade que ela usou naquela peça, a maneira nova de organizar os elementos em uma solução “fora da caixa”.

Para sermos capazes de tentar encontrar soluções “fora da caixa”, e fazermos bordados interessantes e diferentes, precisamos ativar nossa criatividade e colocá-la para trabalhar. Para isso, temos que:

– conhecer o máximo possível de referências de bordado, tanto técnicas (pontos e maneiras de fazê-los), como referências de trabalho de outras bordadeiras. Hoje, além dos livros, você pode usar a internet para pesquisar, através de buscadores como o Google, ou aplicativos como o Pinterest e o Instagram; quanto mais informação você tiver, mais qualidade terá o repertório de soluções armazenado em sua cabeça;

– registrar o que você aprendeu em suas pesquisas: vale anotar, montar uma pasta de “prints” ou de “salvos” no celular, tirar fotos, bordar mostruários, desenhar… tente “listar” em suportes materiais tudo o que você for descobrindo, pois nossa cabeça às vezes não consegue armazenar objetivamente toda essa informação, e aos poucos vai deixando de lado uma coisa ou outra;

– buscar coisas novas: lugares que você ainda foi (na sua cidade mesmo), experiências que você ainda não teve (como ir a uma exposição de arte ou cozinhar uma receita de família que você nunca fez), escutar novas músicas, ver novos filmes, ler novos livros: nossa imaginação precisa de alimento e ele não vem apenas de livros de pontos de bordado, mas também de coisas novas que passamos a conhecer;

– aguçar os sentidos: busque, em seu cotidiano, por coisas que você ainda não reparou: uma árvore na sua rua, a maneira como bate o sol na rua do seu trabalho, o som dos sapatos das pessoas perto de você, coma uma fruta que você não conhecia, toque objetos de diferentes materiais: estas informações sensoriais, que chegam através de nossos sentidos, parecem menos importantes, mas elas também vão formando uma “biblioteca” em nossa cabeça e contribuindo com nossa criatividade;

– praticar: faça o maior número possível de trabalhos, e borde o máximo que você puder. É muito difícil ser bordadeira na correria dos tempos atuais, mas aproveite todas as brechas de tempo que você puder disponibilizar e ponha a mão na massa sempre: a criatividade é construída também no fazer, durante o próprio exercício do bordado;

– ser um pouco teimosas: ao tentar algo novo, não desista logo que der errado da primeira vez. Tente mais algumas vezes. E mais uma. E a última. Nosso cérebro, quase sempre, precisa de um tempinho para encontrar a solução para uma dificuldade, e se você desistir no meio do processo essa solução pode se perder;

– mostrar o seu trabalho para outras bordadeiras, e para pessoas com quem você gosta de dividir as suas coisas. Observe a reação delas, o que acharam de interessante, o que talvez possam criticar (aceite as críticas com espírito esportivo!), quais detalhes chamaram sua atenção. Mesmo que não seja nosso objetivo, nossos trabalhos sempre vão conter uma mensagem, mais ou menos perceptível, e é um aprendizado observar como cada pessoa “lê” uma mensagem diferente a partir do mesmo bordado;

– dividir nosso conhecimento com alguém. Ensinar uma amiga ou um familiar a bordar, sem um compromisso profissional, pode ser um excelente exercício criativo: ao procurar formas de mostrar a alguém como fazer, o cérebro acaba repensando o conhecimento já armazenado e criando novas formas de fazer. Além disso, é um jeito de honrar a tradição das bordadeiras que transmitiram seu conhecimento até que ele chegasse na gente, né?

Todas estas atitudes contribuem para que nossa cabeça esteja sempre fresca de informações novas, sejam elas sobre bordado ou não. Você vai perceber que, quando pegar o ritmo deste “abastecimento” de ideias, sua imaginação vai funcionar melhor e você vai criar bordados muito mais bacanas.

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COMO USAR A INTERNET PARA PESQUISAR BORDADO?