bordado manual

EU SOU BORDADEIRA!

23 de maio foi Dia da Bordadeira!

Comemoramos no dia e comemoraremos todo dia até enjoar!

Venha para a nossa galeria de bordadeiras lindas! (ou de bordadeiros lindos – não seja tímido e seja o primeiro menino a enviar uma foto!)

(fotos em ordem aleatória)

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Agradecemos imensamente às participantes, que gentilmente autorizaram a publicação de sua imagem (em ordem alfabética): Agda, Danielle, Dani, Diana, Helena, Ingrid, Lari, Letícia, Mariana, Mônica, Natália, Niuza, Patrícia, Rafaela e Tatiane.

Envie sua foto através de mensagem no aplicativo Instagram, no nosso perfil @bordadologia , e colocaremos essa vinheta, deixando-a igualzinha às exibidas aqui.

Venha fazer parte da nossa brincadeira séria! Nosso objetivo é dar rosto às mulheres (e homens) apaixonadas pelo Bordado, sejam bordadeiras “profissionais” ou “de fim de semana”!

Nota da Editora: reunimos este material maravilhoso nos dias 23 e 24 de maio; então veio a tensão causada pela greve dos caminhoneiros e decidimos adiar a publicação. Então veio muito trabalho paralelo e esta que vos escreve contraiu uma baita gripe… ossos do ofício de ser uma empresa de uma mulher só… aqui o texto até atrasa, mas sempre sai!

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BORDADO X PROCRASTINAÇÃO: 8 DICAS PARA NÃO CAIR NESSA!

 

Perguntamos ao seguidores em nosso perfil no Instagram: “Como estão os seus projetos de bordado em 2018?” e ficam@s chocad@s com o resultado! Das pessoas que gentilmente responderam nossa enquete:

É muito projeto empacado!

E o pior é que nós da Bordadologia estamos com a maioria: uma parte dos nossos projetos. que já tinham que estar a pleno vapor, ainda engatinham em nossos lindos bullet journals e estão um pouco longe de saírem do papel :(

Pensando nisso, reunimos aqui algumas dicas para ajudar a todos nós que estamos encalhados nesse mar de linhas, riscos e ideias!

8 DICAS PARA EVITAR O BORDADO ENCALHADO!

1 – MANTENHA SEU MATERIAL DE BORDADO SEMPRE ORGANIZADO, assim quando for começar o seu projeto você não perde tempo arrumando todas aquelas linhas emboladas;

2 – TAMBÉM ORGANIZE UM CADERNO DE RISCOS, pois isso te ajudará a ter sempre à mão os desenhos que você já investiu algum tempo pesquisando ou criando, ao invés de ter que começar do zero todas as vezes;

3 – TENHA UMA LISTINHA – pequena – dos projetos que você espera fazer em breve; escreva a lápis (para poder ir apagando os projetos já bordados e substituindo por novos) e cole-a no seu caderno de riscos;

4 – NÃO SE PERCA NAS SUAS ANOTAÇÕES! Evite usar o tempo que você tinha naquela tarde para ficar atualizando, ad eternum, seu caderno de risco e sua listinha de projetos! De vez em quando você precisará fazer isso, mas lembre-se que o objetivo é otimizar o tempo para bordar;

5 – SEPARE UM TEMPO NA SUA AGENDA SEMANAL para a atividade do bordado: ainda que eventualmente você precise abrir mão dessa brechinha, se o horário existir na sua rotina será muito mais fácil dar andamento aos trabalhos que você iniciou;

6 –  TENHA UM CANTO PARA BORDAR, para que você não precise negociar o uso de móveis e espaços da casa com os outros habitantes toda vez que for trabalhar; se você mora sozinh@, separe um espaço para que você não precise negociar com a bagunça;

7 – DEIXE MÚSICAS, SÉRIES E FILMES NO PONTO, se você é do tipo que borda acompanhad@ de trilha sonora ou narrativas dramáticas. Evite gastar o seu tempo para bordar escolhendo esse acompanhamentos (quem nunca?);

8 – CONHEÇA SUAS LIMITAÇÕES técnicas e de tempo também: não adianta envolver-se em um projeto com uma técnica que você ainda não pôde aprender, nem em um projeto que vai consumir horas que você não tem disponíveis no seu cotidiano; um projeto dificílimo e interminável está fadado a permanecer incompleto, além de transformar as horas de trabalho nele numa tortura tediosa.

Além destas dicas, separamos também uma animação, feita pelo artista John Kelly, que sempre assistimos por aqui quando precisamos de um estímulo para o nosso ânimo e nossa organização:

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HISTÓRIA SENTIMENTAL DO BORDADO

HISTÓRIA SENTIMENTAL DO BORDADO

BORDAR É: ornamentar com desenhos feitos com agulha (segundo os dicionários).

Esta frase era o começo de um texto que tentaria reunir informações sobre os primeiros bordados e um pouco da sua história. Mas daí o olho relê, a cabeça pensa e damos um grande suspiro… Bordar é ornamentar com desenhos feitos com agulha: quanta história cabe nessa frase.

Desde as mulheres da Grécia Antiga até as descoladas bordadeiras de hoje, quantas histórias individuais foram escritas em paralelo à agulha que sobre e desce.

Quantos bordados fizeram parte da vida de alguém, que bordou ou ganhou uma peça que se manteve na família atravessando gerações.

Quantas mulheres não tiraram desse ofício o seu sustento, sobrevivendo numa sociedade quase sempre injusta com elas.

Quantas histórias coletivas foram registradas com esses pontos insistentes, e hoje estão guardadas nos museus do mundo, silenciosamente esperando o nosso olhar.

Quanto sentimento de espera e expectativa de uma vida perfeita não foi deixado em cada enxoval bordado (interessante pensar que as separações, inevitáveis, nunca eram registradas, nunca houve um “enxoval de divorciada”).

Quantas mulheres que tiveram sua criatividade externada através dos panos de prato decorados pacientemente, já que, para nós mulheres, durante muito tempo, ser artista era proibido, assim como ver certas peças, ouvir certas músicas, ler certos livros.

E quantas outras não tiveram seu gênio domado à força pelo bordado que eram obrigadas a fazer, encolhidas pela ditadura de um avesso perfeito e de um ofício que forçosamente ocupava o tempo e as ideias. É o lado triste da história do bordado, mas acontecia…

E as histórias de luta bordadas por mulheres que escolheram as agulhas para registrar e denunciar as injustiças cometidas em seus países, contra seus filhos, contra elas mesmas, contra suas ideias e posturas políticas?

Quanta vida não passou por cada ponto.

Bordar é ornamentar a própria vida com desenhos feitos com agulha.

As peças bordadas são dadas de presente, vendidas, distribuídas; mas carregam consigo um pedaço do tempo de vida da bordadeira, um pedaço de tanta coisa que ela pensou ou sentiu enquanto a agulha trabalhava.

Essa história sentimental do bordado não está escrita em nenhum livro, mas está escrita em todos os bordados já feitos. TODOS.

Era para ter sido um texto quase técnico, com informações destinadas a aumentar o conhecimento sobre esse assunto tão cheio de história, mas felizmente esta frase nos atravessou e nos desviou para o caminho certo: antes de pensar com a cabeça, bora pensar com o coração.

Cada vez que você tiver em mãos uma peça bordada, tente escutar essa história secreta.

Bordar é ornamentar a própria vida com desenhos feitos com agulha.

Lísia Maria/Bordadologia. Setembro de 2017.

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PARA BORDADEIRAS

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