4 BORDADEIRAS QUE ME INFLUENCIARAM QUANDO COMECEI

Sou formada em Artes Visuais (2004) e Design de Moda (2014), e desde bem novinha vivo cercada de imagens e materiais de trabalho criativo. Mas, mesmo assim, só me encontrei em uma técnica há poucos anos: o bordado livre.

Em 2014/15 comecei a bordar, e até então tinha uma visão mais tradicional das possibilidades que o bordado oferece. Para minha sorte, essa era a época em que o Instagram já era uma rede usada por diversas artistas para mostrar o seu trabalho; mas ainda não era essa enxurrada de conteúdo que vivenciamos hoje (gente, eu rolava o feed do Insta quando eu acordava, e quando rolava novamente, antes de dormir, conseguia chegar nas publicações que tinha visto mais cedo!!!!! Hoje isso é completamente impossível…).

Nesta época, então, comecei a pesquisar nessa rede sobre bordado livre, e foi assim que conheci o trabalho de muitas – MUITAS – artistas talentosas em maravilhosas que mudaram completamente minha percepção sobre o que o bordado livre pode ser. E, até hoje, o Instagram é o principal lugar onde pesquiso por novas artistas (qualquer hora eu posto aqui sobre como é meu método de pesquisa).

Nesta fase, algumas artistas me impactaram mais – não por serem as melhores entre as que conheci, mas por seus trabalhos trazerem elementos com os quais me identifiquei muito, e fui diretamente influenciada por elas. Então gostaria de apresentá-las a vocês, e contar um pouquinho sobre como cada uma me ajudou a ver o bordado livre de um jeito novo.

Abaixo, falo um pouco de cada uma delas e mostro duas imagens de seus trabalhos: uma da época que as conheci; e uma de um trabalho mais atual. As imagens foram retiradas dos perfis de Instagram das artistas, que deixarei linkado, e recomendo fortemente a visita (com excessão de apenas um, e vocês logo entenderão o porquê).

FERNANDA YOUNG

Sim, ela mesma, a escritora genial que nos deixou brutal e precocemente em 2019. Fernanda bordava, e em 2014 eu comecei a bordar porque vi exatamente essa imagem de um bordado dela. Já contei essa história no Insta mais de uma vez, então precisava registrar por aqui também: eu a seguia na rede, vi seu post com um bordado e senti uma vontade imediata e muito forte, de começar a bordar. Era um domingo, e na segunda-feira cedo corri até a loja de linha e comprei os primeiros novelinhos (só depois mudei para meada); também comprei um livro com pontos de bordado, e comecei. Cá estou até hoje.

E tive uma preciosa oportunidade de contar essa história a ela, como mostro lá no finalzinho do post.

GISELLE QUINTO

Giselle é uma brasileira que reside em Amsterdã – Holanda, e borda retratos lindíssimos de figuras femininas. Mocinhas flagradas quase sempre de olhos fechados, com cores, corpos e cabelos dos mais diversos tipos; e vestidas com as roupas mais interessantes que o bordado pode bordar. Talvez eu tenha me identificado com o trabalho de Giselle por ele me lembrar o universo da moda, ou mesmo os desenhos de moda que eu fazia quando criança. Mas o que aprendi com ela é que o bordado livre também poderia ser usado para materializar imagens mais modernas, e que contam uma história pessoal.

Para conhecer o trabalho de Giselle Quinto, clique aqui.

MISA*

Essa é uma artista japonesa, e isso é tudo o que eu sei sobre ela. Seu perfil no Instagram está escrito em japonês, e as informações da biografia só falam da técnica que ela usa, então a opção da tradução não revela muito sobre a bordadeira. Também não há nenhum link para algum site ou outra rede. Fiquei apenas com as imagens mesmo, mas isso foi o suficiente: Misa* faz um trabalho tradicional com o bordado de fio puxado, e isso, lá em 2014, me mostrou como é possível fazer um trabalho muito interessante com uma técnica totalmente tradicional. E também o quanto eu precisava, ainda, evoluir tecnicamente.

Para conhecer o trabalho de Misa*, clique aqui.

JUNG YOUNG PARK

Espero ter escrito o nome da maneira certa! Park é uma artista coreana, e seu perfil está, obviamente, em coreano também. Há um link para um site, mas ele está em coreano, claro, então novamente me restaram as imagens. Park tem um trabalho muito minucioso e detalhista, e seus bordados parecem “figurinhas”, ou adesivos que eu colecionava quando pequena. Tecnicamente impecáveis, as imagens trazem uma versão simpática de objetos do cotidiano e de pessoas fazendo gestos simples e corriqueiros. E com elas aprendi que um bordado incrível pode ter um tema singelo.

Para conhecer o trabalho de Jung Young Park, clique aqui.

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Em janeiro de 2018, contei no perfil da Bordadologia no Instagram essa história de ter começado a bordar por causa da Fernanda Young. Marquei-a na publicação, e ela, muito gentilmente, deixou um comentário na minha postagem, fiquei muito feliz. Deixo na galeria abaixo os prints da postagem; arrasta para ver, o comentário dela é a última imagem ;)

Se você quiser compartilhar as artistas do bordado que te influenciaram, comenta nos comentários! :D

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Esse conteúdo é um oferecimento de BORDADACIONÁRIO – seu guia de pontos do bordado livre!

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